terça-feira, 29 de julho de 2008

Sanguinho

Ontem fui, pela primeira vez, dar sangue. Era algo que queria fazer há já algum tempo, mas nunca tinha tido coragem. Arranjava 1001 desculpas e ia adiando. Ontem decidi que era a altura. Com alguns receios e alguma ansiedade, por não saber o que me esperava, dirigi-me ao Instituto Português do Sangue.
O processo foi rápido e indolor, o atendimento simplesmente fantástico, desde o senhor que faz a inscrição dos dadores, aos enfermeiros, passando pela auxiliar que fornece a comida e bebida.
Comecei por fazer a inscrição e preencher um pequeno questionário, tendo sido chamada pelo médico logo de seguida, que fez mais algumas perguntas, mediu a tensão e fez o teste da hemoglobina (penso que seja assim que se chama). Dirigi-me à sala para doar sangue, mas como já tinha comido há algum tempo, pediram-me para ir à salinha de refeições beber um suminho. Estabeleci um pequeno bla bla com a senhora que lá se encontrava e que foi extremamente simpática. Novamente na sala de doação de sangue (bastante nervosa) lá me sentei nas cadeirinhas. A enfermeira olhou para mim e percebeu imediatamente que era a primeira vez que dava sangue. Quando dei por mim, já estava a dar sangue. Relaxei nas cadeiras enquanto ouvia as conversas paralelas, a enfermeira contar que tinha levado duas batas, lavadinhas e branquinhas, numa malinha de verga azul que tinha saído numa revista. Que a malinha era muito gira, e até existia de cor natural, mas que ela achava mais piada à azul, mas que qd tirou as batas, estas estavam azuis e tingidas. Passado pouco tempo tinha acabado a doação de sangue e lá fui novamente à sala para beber mais sumo e comer qualquer. A auxiliar lá me explicou os cuidados que deveria ter nas horas seguintes, enquanto me servia copos de sumo. Ainda me deu mais um sumo e um bolinho para o caminho.
A experiência foi muito positiva e senti que contribuí, de alguma forma, para ajudar os outros. Não custa nada! Quanto a mim, quem tem condições deveria dar sangue, nem que fosse pelo menos uma vez. Estamos a dar uma parte de nós, sem que interesse a cor, a condição social, se somos bonitos ou feios e sem esperar receber nada em troca.
Além disso, nunca sabemos se amanhã não somos nós que precisamos.

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