Quando era pequena jogava muito computador. E um dos jogos preferidos era o Civilization, jogo de estratégia que consistia no desenvolvimento de uma civilização. Ainda com cenários muito rudimentares, em que se viam mais pixeis do que imagens detalhadas, o jogo deliciava-me e perdia horas, dias naquele encantamento. Adorava descobrir novas tecnologias, entrar em contacto com novas civilizações e construir equipamentos militares com fartura.
Apesar de ter jogado há largos anos lembro-me que escolhia os Russos (ninguém escolhe a civilização russa - don't ask!) e tinha uma lógica de "conquistar o mundo". Não tinha pachorra para andar sempre com a bandeirinha branca da paz hasteada. Ou é um jogo ou não é! Mas é isto que me preocupa... além desta lógica sanguinária e viking (pena não existirem vikings no jogo...) não tinha regime político (baseava-me antes na anarquia total), não tinha religião (lá dizem os graffitis pintados de preto borrado nas paredes de Lisboa que "a religião é o ópio do povo") e as minhas cidades eram arsenais militares impressionantes. Às vezes as tropas ficavam obsoletas (por exemplo continuava a ter catapultas quando já existiam aviões), mas mesmo assim eu guardava tudo e conquistava cidades mais avançadas com eles!
E não é que cheguei a ganhar o jogo e conquistar o mundo?!
Recentemente comecei a jogar a versão mais moderna do jogo, o Civilization 4. Ao contrário do que fazia quando era pequena implementei regimes políticos, religiões e tentava satisfazer a população. Pensei "agora sou crescida, vou desenvolver a minha civilização de forma pacífica, madura e adulta". Claro que este pensamento deve ter durado uns 5 minutos, que logo comecei com o afã de conquistar tudo. Mas para não me armar em esperta, no primeiro jogo não conseguia conquistar nada de jeito e acabei por ficar "entalada" entre outras civilizações. Ontem deitei-me tardíssimo, não consegui destruir os franceses apesar de já ter descoberto a pólvora e eles não e ainda perdi o jogo para os Romanos.
É impressão minha ou existem coisas muito esquisitas e perturbantes nesta história toda? Serei um Genghis Khan farsola reencarnado numa viciada em jogos de computador? Tinha mais jeito para a estratégia quando era adolescente do que agora??
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Maresias
Nos teus braços deixei-me ir, vi estrelas e vi o sol. Senti o aconchego do mar por entre conchas e búzios que se reflectiam nos teus olhos e pediam-me que navegasse para longe, longe daqui, longe de tudo e todos. Agarrei o teu braço com força, ainda não estava preparada. Sorriste e abraças-me de volta. E nesse abraço de alma senti o meu mundo revolto apaziguar-se.
Foi ao lado...
Giro giro é ouvir um pai todo entusiasmado dizer que tem um micro-ondas todo fantástico para me oferecer e eu pensar que precisava mesmo era de um aspirador...
"Gatinhos, preciso de mudar a casa"
Já me mudei há uns meses mas nem por isso a casa está mais decorada. Consegui comprar as coisas mais importantes na altura e alguns utilitários aproveitei da antiga casa ou fui guardando ao longo dos anos, esperando o momento certo para os usar. E aqueles lençóis horrorosos que os pais deram ou as chícaras antigas que a tia ofereceu e que achava impensável utilizar algum dia, agora são o que me "safa".
Obviamente senti no bolso o preço da mudança e como tal as compras para a casa foram escasseando. Mas agora que já passou tanto tempo, apesar do magro orçamento, sinto necessidade de acabar de mobilar a casa, de a tornar mais acolhedora, bonita e um reflexo de mim também. Sendo esta a minha primeira experiência do género nem tinha noção de que podesse ser tão difícil! A verdade é que olho para a sala e questiono-me "mas que raio vou fazer aqui?". Eu sei do que gosto mas não tenho lá muito jeito, experiência, gosto ou o que quer que seja para coordenar detalhes, para perceber que os cortinados têm de ser da cor X para combinar com o móvel de cor Y. Passa-me ao lado! E então sinto-me como um burro a olhar para um palácio... Não me consigo decidir por nada e tenho receio de cometer erros de decoração ou comprar um móvel caro que depois não fica bem ou não se coaduna com o resto das coisas.
Eu bem olho para os sites do IKEA ou da Moviflor, e ainda me dou ao trabalho de ver programas de decoração, mas continuo sem saber como arranjo as coisas. E sozinha é bem mais difícil, porque não tenho uma opinião...
Puxa, nunca pensei que isto fosse tão difícil!
Obviamente senti no bolso o preço da mudança e como tal as compras para a casa foram escasseando. Mas agora que já passou tanto tempo, apesar do magro orçamento, sinto necessidade de acabar de mobilar a casa, de a tornar mais acolhedora, bonita e um reflexo de mim também. Sendo esta a minha primeira experiência do género nem tinha noção de que podesse ser tão difícil! A verdade é que olho para a sala e questiono-me "mas que raio vou fazer aqui?". Eu sei do que gosto mas não tenho lá muito jeito, experiência, gosto ou o que quer que seja para coordenar detalhes, para perceber que os cortinados têm de ser da cor X para combinar com o móvel de cor Y. Passa-me ao lado! E então sinto-me como um burro a olhar para um palácio... Não me consigo decidir por nada e tenho receio de cometer erros de decoração ou comprar um móvel caro que depois não fica bem ou não se coaduna com o resto das coisas.
Eu bem olho para os sites do IKEA ou da Moviflor, e ainda me dou ao trabalho de ver programas de decoração, mas continuo sem saber como arranjo as coisas. E sozinha é bem mais difícil, porque não tenho uma opinião...
Puxa, nunca pensei que isto fosse tão difícil!
Ponto Cruz
Ontem foi dia de me "descoser", ou seja, tirar os pontos após a cirurgia de extracção do dente do siso.
Aquilo faz impressão, entre tesouras e piças e sentir puxar, mas lá me despachei. Ainda tenho a zona sensível e não está completamente fechada mas está a cicatrizar bem.
Estranho é olhar para a minha boca e notar que me falta um dente... é esquisito! Sinto ali falta de qualquer coisa.
É caso para dizer que sinto falta de uma parte de mim...
Aquilo faz impressão, entre tesouras e piças e sentir puxar, mas lá me despachei. Ainda tenho a zona sensível e não está completamente fechada mas está a cicatrizar bem.
Estranho é olhar para a minha boca e notar que me falta um dente... é esquisito! Sinto ali falta de qualquer coisa.
É caso para dizer que sinto falta de uma parte de mim...
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Gravações modernas
Há muito tempo que tenho acesso a canais por cabo (acho que já nem sei o que é "viver" só com 4 canais), mas só recentemente descobri a maravilha do sistema MEO. Além da variedade de opções, de se poder comprar canais, alugar filmes, podem-se gravar programas. Então agora gravo a série "Mentes Criminosas", que dá na SIC a horas proibitivas e revejo no dia seguinte após o jantar.
Ora isto é que eu chamo de serviço público!
Ora isto é que eu chamo de serviço público!
Putos
O fim de semana foi tranquilo e sobretudo passado em família. Acabei por ir ver A Idade do Gelo 3 na companhia dos sobrinhos e a verdade é que gostei muito. Apesar de ter visto a versão portuguesa (prefiro as versões originais), o filme está muito bem conseguido e divertido acabando por ser um óptimo momento de distracção.
Mas o mais importante foi ter estado com os miúdos. Apercebi-me há um tempo atrás que passava muito pouco tempo com a família, sobretudo com a minha irmã e os miúdos. O Gabriel estranhava-me porque raramente me via e os momentos em que estavamos juntos acabavam por ser dispersos e difusos. Comecei a pensar que eles estavam a crescer mas eu raramente estava presente e senti que alguma coisa tinha que ser alterada. E quando decidi mudar de casa esse foi um dos motivos que me levou a escolher o local onde estou hoje.
E entre pipocas entornadas, crianças a correr e a quererem ir fazer xixi a cada 5 minutos a verdade é que passei óptimos momentos.
Ainda tive tempo para passear pela Costa da Caparica e verificar as diferenças ocorridas desde o meu tempo de mininice. Já não existe a Bola da Nívea, ponto de referência para quem frequentava a Costa, os carris do mini-comboio ou as barracas de madeira à beira da areia onde se ia comer qualquer coisa. E cada vez que penso naquele local lembro-me daqueles dias longos de Verão onde existiam filas enormes para ir de camioneta para a praia, de chegar cedo sentindo o ar fresco e a brisa marítima enquanto escolhia à vontade o sítio onde pousar a toalha e o areal, o enorme areal existente na altura! Recordo-me perfeitamente que andava imenso para chegar até à água. Claro que na altura também era pequena e o meu conceito de distância era diferente, mas certamente existia mais areia do que hoje em dia. E existia sempre diversão e baldes para fazer castelos, bolas de Berlim cheias de creme e açúcar que a minha irmã comia, como um ritual, ou as batatas fritas mega gordorosas que comíamos as duas enquanto líamos um livro da Disney ou da Mônica.
Sinto saudades desse tempo, em que era tudo mais simples e divertido.
Hoje não passam de memórias com cheiro a maresia...
Mas o mais importante foi ter estado com os miúdos. Apercebi-me há um tempo atrás que passava muito pouco tempo com a família, sobretudo com a minha irmã e os miúdos. O Gabriel estranhava-me porque raramente me via e os momentos em que estavamos juntos acabavam por ser dispersos e difusos. Comecei a pensar que eles estavam a crescer mas eu raramente estava presente e senti que alguma coisa tinha que ser alterada. E quando decidi mudar de casa esse foi um dos motivos que me levou a escolher o local onde estou hoje.
E entre pipocas entornadas, crianças a correr e a quererem ir fazer xixi a cada 5 minutos a verdade é que passei óptimos momentos.
Ainda tive tempo para passear pela Costa da Caparica e verificar as diferenças ocorridas desde o meu tempo de mininice. Já não existe a Bola da Nívea, ponto de referência para quem frequentava a Costa, os carris do mini-comboio ou as barracas de madeira à beira da areia onde se ia comer qualquer coisa. E cada vez que penso naquele local lembro-me daqueles dias longos de Verão onde existiam filas enormes para ir de camioneta para a praia, de chegar cedo sentindo o ar fresco e a brisa marítima enquanto escolhia à vontade o sítio onde pousar a toalha e o areal, o enorme areal existente na altura! Recordo-me perfeitamente que andava imenso para chegar até à água. Claro que na altura também era pequena e o meu conceito de distância era diferente, mas certamente existia mais areia do que hoje em dia. E existia sempre diversão e baldes para fazer castelos, bolas de Berlim cheias de creme e açúcar que a minha irmã comia, como um ritual, ou as batatas fritas mega gordorosas que comíamos as duas enquanto líamos um livro da Disney ou da Mônica.
Sinto saudades desse tempo, em que era tudo mais simples e divertido.
Hoje não passam de memórias com cheiro a maresia...
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