Ando actualmente a ler a "Sopa de Pedra 6". Tenho os restantes números que conheci, por acaso, na Feira do Livro de Lisboa, há uns bons anos atrás. Foi a partir dessa altura, e destes livros que comecei a ler Banda Desenhada.
Muito cómica, retrata fielmente o dia a dia de uma família composta essencialmente por mulheres.
Ontem comentava com um amigo o jogo das estrelas no estádio da luz da passada segunda-feira. Às tantas falámos no Magnusson que já é mais uma estrela (de)cadente e eu disse "está muito gordo, até parece disforme, nem se reconhece! Faz-me lembrar o barão Harkonnen, do Dune". Saiu-me assim, de forma espontânea e natural porque efectivamente foi o que me surgiu na cabeça, embora não abone nada a favor do antigo jogador do Benfica!
E como que um click que se fez na minha cabeça, revi esse barão e esse filme, o Dune, de 1984 com todo o cenário, aspecto mórbido e demente que só o David Lynch consegue recriar. Tinha esse filme gravado numa cassete VHS que via e revia vezes sem conta, onde aquelas personagens estranhíssimas iam desfilando e tornando-se parte do meu imaginário também. Para mim na altura o Sting era uma personagem do Dune e não O cantor que toda a gente conhece. Mais tarde contactei com os jogos de computador, primeiro numa espécie de RPG e depois num jogo de estratégia puro.
Com esta conversa do Dune, agora fiquei com vontade de rever o filme e os jogos!
E apesar de ser do Sporting, que delícia foi ontem ver lendas que fizeram parte do futebol português (e mundial) a jogarem. De alguns (por exemplo o Néné) não me lembrava, mas outros fazem parte da minha memória, como o Chalana, o Mozer, o Valdo, o Paulo Madeira, o Veloso ou o Rui Águas. Todos eles já com barriga proeminente e de cabelo branco, denotando que o tempo fez mossa. Apesar disso foi engraçado ver o Chalana correr e reclamar com os adversários ou a dar instruções aos colegas de equipa, e ver o Shéu ainda se encontra em excelente forma.
E a cereja no topo do bolo foi ver o Magnussun, velho e a parecer uma pipa de vinho, tal era o tamanho da barriga. Caiu duas vezes sozinho, pois mal conseguia correr. É caso para dizer que o futebol dele agora é outro e se faz mais na mesa de refeições...
E em mais um fim de semana sem saber muito bem o que fazer dei uma vista de olhos na Agenda de acontecimentos do concelho de Sesimbra. Reparei num concerto duma banda de que nunca tinha ouvido falar e cuja entrada custava apenas 3€. Pensei "bem, por este preço isto não deve valer um caracol". Acabei por achar no myspace duas músicas da banda e com bastante desconfiança carreguei no botão de Play. Pensei para mim "eh lá, isto até nem é mau!". Um som meio rock e electrónico, bastante moderno e agradável fez-me ouvir as duas músicas disponíveis várias vezes. Mesmo que o concerto não fosse grande coisa ou a banda não prestasse pelo menos ia conhecer, até porque os bilhetes eram muito baratos. Fui com a ideia de que iria pouca gente, afinal era uma banda local e pouco conhecida que iria tocar no Cine Teatro de Sesimbra, uma sala modesta e pequena.
Quando cheguei apenas se encontravam algumas pessoas a tomar café o que veio a confirmar a minha ideia pré-concebida. Na bilheteira um CD com preço também ele "especial" estava disponível para quem o quisesse adquirir.
Sentei-me a beber um café e comecei a observar o espectáculo que se formou à minha frente: de repente, e à medida que se aproximava a hora marcada para o início do espectáculo, começaram a chegar pessoas de todos os lados. Pessoas novas, famílias e pessoas mais velhas com idade de mães, avós, tias! Comecei a observar com mais atenção e percebi que muita gente se conhecia entre si, pois Sesimbra, apesar de turístico e de ser bastante conhecido, é relativamente pequeno. Comecei a sorrir. Tudo bem que a música passa gerações, preconceitos e é universal, mas várias pessoas mais velhas a ouvirem música electrónica?! Provavelmente aquelas pessoas eram as irmãs, tias, mães, avós, conhecidos dos elementos da banda e isso introduziu um aspecto bastante intimista e familiar. Foi *fofinho*!
Entrei no auditório e após sentar-me continuei a observar as pessoas que iam enchendo a pequena sala, e lá estavam as pessoas mais velhas, a ocuparem uma fila inteira, à minha frente, enquanto os outros se iam distribuindo pela sala.
O concerto começou enquanto num ecrán do palco era projectado um espectáculo visual de um artista plástico (também ele de Sesimbra), conhecido por "Balegas". Adorei o espectáculo visual com imagens que iam sendo produzidas na altura por um programa informático parecido com o Corel. A entrada da banda foi fulgurante, com o tema de entrada bastante forte e que me cativou imediatamente.
E durante 1 hora e meia fui-me deixando levar por uma banda local, ainda a dar os primeiros passos mas já com alguns concertos de relevo. A ideia que tinha de que o público conhecia de forma mais familiar a banda veio a confirmar-se, pelos "Ah granda Zé!" que se ouviram vindos do público a certa altura, ou quando o vocalista de dirigiu a uma senhora da primeira fila, também ela mais velha (parecia a minha Tia Laurinda!), e disse com um sorriso "Hello Sister!". Fiquei deliciada e comecei a sentir que aquele bairrismo e intimidade começavam a passar também para mim.
Já na parte final do espectáculo o vocalista, numa pequena interacção com o público, a certa altura diz "todos vocês sabem quem nós somos, ninguém está aqui por enganado... quer dizer, às vezes acontece! Vocês são quantos? Uns 200? Então vá, existe aqui no meio 1 pessoa por engano", enquanto sorria. Mal sabia ele que tinha acertado! Era eu essa pessoa, que meio por engano que estava ali, sem qualquer ligação emocional à banda e que nem sabia bem como se chamavam. Ainda houve tempo para na penúltima música o vocalista pedir às pessoas para o acompanharem levantando os braços e dançando e foi uma delícia ver as tais pessoas mais velhas com os bracinhos no ar, a dançarem música Rock/Electrónica, enquanto a tal Sister do vocalista (a dupla da minha Tia Laurinda!) estava cheia de energia e dançava sem parar, mostrando ao pessoal mais novo (eu incluída) como se dançava!
Saí muito satisfeita, comprei o CD antigo (o tal do preço *especial*) e estou fã de uma banda que ainda pode ter voos mais altos.
A banda, os Million Dollar Lips, apresentou temas do seu primeiro álbum, o "Lust", e também algumas músicas novas.
O vídeo é de uma música do Lust, denominada de "Single Round".
Agora cada vez que como azeitonas ou chocolate, no dia seguinte tenho a cara numa desgraça, cheia de borbulhas! Sinto-me uma adolescente outra vez, e só nas partes piores... Não gosto disto!
Nos últimos dias consegui que me emprestassem uma PSP com um jogo que eu própria tinha escolhido: o Obscure. Tinha visto uma qualquer referência num site sendo que a única coisa que me tinha saltado à vista era o facto de ser um RPG, pensando que seria mais jogável e obviamente porque gosto deste tipo de jogos. Mas não sabia nada da história, pelo que o que encontrei foi uma surpresa.
Além da história que se vai desenvolvendo podemos ir saltando de personagem em personagem, consoante as tarefas que tenhamos para fazer. Existem jogos lógicos, pistas, desafios, etc., mas o que mais se destaca são os cenários macabros e escuros, os monstros para matar que aparecem do nada e nos despedaçam, e a música a acompanhar todo este festival.
Eu, que apesar de gostar destes cenários de terror me assusto com facilidade, ao jogar isto ando sempre numa ansiedade desgraçada! Salto no sofá com a PSP na mão e se me fizerem "bu" por trás nessa altura quase tenho um ataque cardíaco. E isto acontece com quase todos os jogos deste género! Já sentia o mesmo no Wolfstein para a PS2 que é um simples jogo de tiros, mas que me deixa sempre tensa, bem como o oblivion, no PC. Por
Eu sei que é vergonho, mas vou fazer o quê? O que eu sei é que antes de me deitar tenho de investir mais no Buzz do que nestes jogos, senão acabo por ter pesadelos!
Na primeira vez que fiz o caminho de Santiago encontrei uma rapariga irlandesa que caminhou ao meu lado até conseguirmos chegar ao nosso destino. As palavras trocadas em inglês, por km e km de caminhos calcorreados, associados a uma pessoa muito sensível, calma e com uma visão do mundo semelhante à minha, fizeram com que se tivesse tornado numa pessoa marcante para mim. Nunca mais a vi e acabámos por perder contacto. O nosso caminho comum era apenas aquele, não se prolongado posteriormente. Mesmo assim, e com vontade de voltar a falar com ela, ainda a cheguei a procurar pelos meandros da Internet onde normalmente encontramos o que queremos encontrar. Tentei procurá-la pelo último nome, McCarthy, e fiquei com a ideia que os McCarthy em inglês devem corresponder aos nossos Silva em Português ou algo do género, pela quantidade de pessoas que me apareciam com o mesmo apelido. Mas existia sempre um que sobressaía, o de Cormac MacCarthy que acabei por perceber tratar-se de um escritor. Nunca tinha ouvido falar de tal personagem e pensei que devia ser algum fulano irlandês que escrevia romances lamechas. Nunca dei muita importância ao facto. O caso começou a mudar de figura quando posteriormente comecei a encontrar algumas obras desse escritor nas livrarias. Procurava outros livros mas, pela afinidade emocional que o apelido me trazia, acabava por sobressair em relação aos restantes. Numa dessas alturas peguei num dos livros e li o resumo, de "A Estrada". E ao lê-lo fiquei surpreendida porque achei que não deveria ser nada daquilo que tinha imaginado e que eventualmente deveria ser bastante interessante. Desde esse momento que fiquei com vontade de o ler, mas as finanças reduzidas não o têm permitido. Mais recentemente li uma notícia onde o Stephen King nomeou o filme "A estrada", adaptado do livro do MacCarthy, como um dos filmes marcantes de 2009. Pensei "Eh lá! Se o Sthepen King faz menção a isto, deve ser uma boa onda!" o que ainda realçou ainda mais a vontade de ler o livro.
Essa vontade consolidou-se hoje quando uma colega de trabalho chegou ao gabinete e disse que tinha visto o filme e entre conversas acabou por me falar do livro (que conhecia muito antes de ver o filme) e de alguns detalhes que o mesmo continha.
Portanto agora é oficial! Quero ler este livro!
Agradece-se a quem o quiser oferecer aqui à menina!