terça-feira, 30 de junho de 2009

Choque!

E numa altura esquisita, recebo num misto de surpresa e choque a notícia de que a Pina Baush morreu!

Penitência

Estou farta de comer papas e iogurtes liquidos e leites por causa do dente. Quero comida! Bifes e carnes com molhos que comida espapaçada não me alimenta.

E tostas. Apetece-me tostas.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Eu bem tenho razão em não gostar!

E em vésperas de ir ao dentista para me arrancarem um dente, falam-me deste filme:

Ricos amigos!

Cadeira dos Horrores

Quem vai acompanhando este blog sabe que ultimamente tenho passado pelo fadário do dente do siso, que originou um abcesso que não tem passado. A resolução passava pela extracção do dito cujo que foi agendada para hoje. Eu, que detesto médicos e ambiente hospitalar e tudo o que represente doenças e medicamentos e coisas esquisitas lá tive de me render às evidências e expulsar o gajo da minha boca.
Ia nervosa que nem uma ervilha a saltitar na frigideira. Acho que me porto pior que os miúdos e fico com as sobrancelhas cerradas e cara de poucos amigos. A dentista só dizia para eu relaxar e descontrair, mas eu não conseguia e tive de levar várias doses de anestesia. Já nem sabia se doía, não doía, se como era. E nesta operação a médica lá tentava suavizar o ambiente, falando com a assistente sobre a morte do Michael Jackson, do marido, dos pacientes ou que ainda não tinha ido à casa de banho...enfim, uma panóplia de conversa de dentista enquanto eu pensava que aquilo nunca mais acabava.
E depois a sensação de puxar o dente, tentando arrancá-lo....desgostei. Quem inventou isto (e o período) devia ser castigado. Após a extracção lá pedi para ver o sacana e não tinha nada bom aspecto, além de ter nascido todo torto, tadinho... E foi assim que me senti naquela cadeira de horrores:


Passado um sofrimento vieram os seguintes: uma despesa elevada e não poder comer sólidos por hoje. E quanto mais se proibe, mais me apetece. Neste momento ainda não comi, além de estar esganada de fome só me apetece comer coisas proibidas, como bifes e feijoadas e tostas.

Só de pensar que hoje é só iogurtes e afins...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Rei do Pop

Foi através de uma simples mensagem que fiquei a saber, ontem à noite, que o rei do pop tinha morrido. Não quis acreditar, pensava que era uma brincadeira de mau gosto. E senti-me como se tivesse 4 anos e me tivessem dito que o Pai Natal não existe. Afinal eu cresci com o Michael Jackson...
E hoje ouvem-se frases como "ai ele estava com um aspecto esquisito" ou "fez tanta porcaria que acabou por pagar por isso" e frases de desprezo semelhantes, que apenas evidenciam a fase decandente em que se encontrava.
Mas nem sempre foi assim, e provavalemente muitas das pessoas que hoje esboçam reacções negativas ouviam e deliravam com as suas músicas há mais de 20 anos atrás.
Lembro-me do culto que existia à volta dele. O Michael Jackson e a Madonna reinavam no mundo da música em meados dos anos 80.
Lembro-me de passar na rua e ver uns feirantes, de aspecto duvidoso, venderem uns discos (de vynil) também eles duvidosos. A capa cor de rosa choque, chamou-me a atenção e fiz uma birra porque queria o disco que achava ser do Michael Jackson. O meu pai lá acedeu para depois eu chegar a casa e perceber que o disco era farsolas, de um suposto cantor parecido e que se vestia do mesmo modo (e até a capa era parecida) e que apenas pretendia enganar criancinhas birrentas e parvas como eu.
Pouco tempo depois o meu primo, um teenager na altura e entendido em música, ofereceu-me o "Thriller", naquele que foi o meu primeiro disco a sério.


Adorava o disco e fiquei a adorar o meu primo. Ouvia-o vezes sem conta e deliciava-me quando passava na RTP o vídeo (naquele que recentemente foi considerado o melhor clip da história da música). Tinha a taradice de querer arranjar uma roupa como a dele, uma espécie de macacão vermelho de borracha que não lembra a ninguém mas que na altura achava o máximo. Ainda bem que não o encontrei ou que a minha mãe teve a felicidade de não me arranjar nada parecido ou provavelmente hoje teria de fazer uma psicoterapia específica para superar esse trauma.

É esquisito pensar que os ícones da altura, que achava "imortais" afinal revelam agora toda a sua condição humana.

Afinal a meninice ficou mesmo lá atrás...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Regressos

O abcesso continua e sem jeito de desaparecer, o S. João foi muito giro, com lançamento de balões e marteladas pelas ruas, e chegando ao trabalho os problemas continuam.

Ah!! Assim é que é!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quer trocar?

O ponto alto do dia de ontem foi ter uma *empregada* encostada à parede, de óculos escuros e cheia de estilo, a curtir a sombra e dizer "ai que calor que está hoje. Nem se pode estar na rua!" enquanto eu estava ao sol, debaixo de 34ºC a carregar computadores.

Ainda dizem que trabalhar faz bem...

Sono,

tenho muito sono.

Isto hoje nem com uma pastilha Roma da Nespresso me safo...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cara de Sapo - O regresso!

O raio do abcesso persiste.
Tentei remediar a situação até regressar de viagem, e por terras italianas fiquei com a ilusão de que tinha passado e afinal não era uma "cara de sapo". Mas quando cheguei a terras lusas a minha cara voltou a inchar e ainda fui gozada no jantar de aniversário de sábado... Enfim...

De qualquer forma o dentista já estava marcado para a segunda-feira. Como *adoro* médicos em geral e dentistas em particular fui a tremer que nem varas verdes. Não consigo explicar! Todo aquele ambiente hospitalar e pessoas esquisitas de batas atrofiam-me o neurónio. Sentia-me uma miúda, mas sem direito de fazer birra ou de receber o tradicional boneco para acalmar.
Comecei logo com o raio-X onde me perguntaram se estava grávida...(pensei "só se o abcesso for meu filho..." ) seguido da tradicional cadeirinha de dentista, onde a senhora me perguntou se tinha doenças conhecidas (que raio de perguntas...) e lá me viu o Evareste que tenho na cara, com um ar muito sério, enquanto eu pensava "pronto, estou tramada".
E o que vai acontecer é isto:


Vou ter de arrancar o raio do dente do siso, pois parece que é ele que me está a deixar neste estado.
Saí medicada com antibiótico e anti-inflamatório (dose de cavalo) para tratar do inchaço e só depois posso ficar com menos um dente. Que treta....
Fui comprar os medicamentos e perguntaram-me se tomava a pílula, enquanto pensei "caraças, mas eu fui ao dentista ou ao ginecologista??"
E agora pareço os velhotes com medicamentos e horas e a trocar tudo e a cuspir-me com os comprimidos a toda a hora.

E com a sorte que eu tenho ainda me arrancam o dente errado...

terça-feira, 16 de junho de 2009