domingo, 6 de setembro de 2009

Só podia ser nos Estados Unidos...

Ao ler uma notícia no Clix deparei com este site, que basicamente retrata os clientes estranhos do Walmart...

Que medo...

E o burro sou eu?!

Tanto a Zara como o Pépe têm sítios predilectos para dormirem cá em casa. O Pépe opta pelo cadeirão do escritório ou, quando assustado, por ver o que o rodeia em cima do frigorífico. A Zara prefere o sofá (nos momentos em que a deixo ir lá para cima).

Na imagem está retratado outro dos locais preferidos da Zara para dormir, que é em cima da minha cama. A situação em si não tem nada de fantástico, o Pépe também vai para lá. O que eu acho piada é que a Zara adora dormir encostada ao peluche (que comecei a pôr a jeito exactamente para ela se aconchegar). O peluche, um burro chamado Hermes, tem sido o companheiro de sonecas da Zara que prefere a companhia dele à do Pépe. Uma vezes encosta-se só (como na foto), noutras pousa a cabeça nas patas do peluche ou enrola-se nele.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

"Limpeza" a sério

Giro giro é a senhora da limpeza nova que aqui anda, ao limpar o rato apagar-me metade do Ofício que estava a redigir no computador.

E ainda mais giro é ela me perguntar se eu quero que ela lave o chão...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Chega-se aos 30 anos dá-me para isto...

The Walking Dead


Livrinho de BD comprado em Berlim sobre esse Universo fantástico que são os Zombies.

Aproveitei para ler na viagem de avião de Berlim-Lisboa. Ou seja, enquanto toda a gente lia coisinhas light e as revistinhas com 1 mês que existem nos aviões eu andava a ler livros esquisitos com mortos.
Leitura adequada portanto.

Agora só me falta comprar os outros 9 ou 10 volumes...


Deve ser a crise dos 30...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

História e Futuro


Ontem comemorou-se mais um aniversário da Segunda Guerra Mundial, neste caso, o 70º aniversário do início da guerra. A 1 de Setembro de 1939 a Alemanha invadia a Polónia e assim começava a uma guerra que levou à morte de milhões de pessoas, devastou cidades e incutiu uma cicatriz demasiado grande na história da humanidade.
Não sou conhedora dos grandes feitos históricos e muito menos de acontecimentos militares e bélicos. Sempre foram matérias que me passaram ao lado, embora recentemente tenha sentido uma maior afinidade e interesse em descobrir este tema, também influencida por amigos que sabem tudo acerca do assunto e por um pai que parece uma enciclopédia ambulante.
Ontem ao ler o artigo sobre a guerra questionava-se a vertente histórica da mesma. Como me disse mais tarde no café um amigo com quem comentei o assunto "Quem vence é quem conta a história". E é verdade. Os vencedores são sempre os heróis, dotados de uma personalidade fantástica e de um código moral impecável e intocável. Os vencidos são sempre os bárbaros sanguinários de quem o mundo se livrou. Não quero aqui fazer juízos de valor ou defender o que quer que seja, apenas estou a questionar a história em si, a vertente dialéctica da história. E lembro-me que nós, portugueses, também temos muito orgulho dos nossos "Descobrimentos" e cada vez que digo isto lembro-me de uma professora dizer "nós não descobrimos nada! Os continentes já lá estavam, nós só os achámos!". E ainda por cima com extrema violência, com escravidão e devastação à passagem que são sempre as passagens históricas que se "esquecem" de contar.

Recentemente fui à Alemanha, mais específicamente a Berlim. Embora não tenha sido a primeira vez é uma cidade que me consegue surpreender sempre. Na minha opinião Berlim é uma cidade muito bonita, charmosa, romântica. Mas tem também uma vertente histórico-social muito vincada. Numa esquina conseguimos ver retratos de história e na esquina seguinte um quadro moderno do pós-guerra. E toca-me sempre.
Deambulando pela cidade passamos por marcos e edifícios históricos, memoriais às vítimas da guerra, exposições sobre a segunda guerra mundial, sobre o nazismo, ou sobre uma cidade que ficou reduzida quase a cinzas. Mas existe a outra vertente, a vertente de uma cidade que limpou o pó e as feridas e se ergeu, se reconstruiu, sendo agora uma capital moderna, bonita e cultural onde pulula uma diversidade étnica impensável para os ditadores da altura, o que não deixa de ser irónico.


A mentalidade das pessoas é diferente. Começa-se a trabalhar mais cedo e também se sai mais cedo. Quando está sol, vê-se muita gente em esplanadas a beber a famosa cerveja que já faz parte da identidade cultural do país, ou num jardim a ler um livro. Não existem cães abandonados, pelo contrário, têm dono e estão bem tratados. Fico com a ideia de que realmente aproveitam a vida, é tudo feito num ambiente mais calmo, sereno.

E cada vez que termino a visita a Berlim, fico sempre com a sensação que ficou muita coisa para ver, que quero regressar.

É uma cidade de sonhos, de recomeços e reconstruções...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Coldplay em Hannover


Foi no passado dia 25. E que concerto! Simplesmente inesquecível!

Máquinas de guerra

Viver com dois gatos acarreta aspectos nem sempre positovos. Levamos arranhadelas, saltam para cima das mesas, e existem tufos de pêlos a esvoaçar pela casa. E muitas vezes tenho ideia que é isto que acontece, embora nunca os tenha apanhado em flagrante:





Para combater esta praga tenho uma nova arma: um aspirador! Prenda de anos fornecida pelos progenitores, claro está. E que rica prenda (fazemos 30 anos e deixamos de receber livros, produtos de beleza e jogos e passamos a receber aspiradores...uau!). O Pépe é que não gosta muito dele, mas a vida é mesmo assim, não se pode agradar a todos.

E começou uma nova era lá em casa.

A era da Guerra ao Pêlo de Gato!

domingo, 30 de agosto de 2009

Caminhar na Solidão

Passou quase 1 mês desde que aqui escrevi pela última vez, ausência pautada sobretudo por um período de férias que me soube bastante bem mas que passou bastante depressa, como seria de esperar.

Mas estas semanas foram pautadas por outros acontecimentos importantes também, nomeadamente (re)definições, trajectos, sonhos realizados.

Fiz pela terceira vez o Caminho Português de Santiago, ou pelo menos um troço dele, uma vez que comecei em Ponte de Lima já bastante perto da fronteira com Espanha. Apesar de não ser uma experiência nova para mim, esta foi a primeira vez que o percorri sozinha. Um desafio e um sonho que se vem formando desde que tomei contacto com este caminho de alma. Sabia que caminhar sozinha era substancialmente diferente de caminhar acompanhada, e era exactamente essa "solidão" que procurava, essa paz de alma e esse silêncio que nos levam a um lugar imaginário onde podemos contactar com a nossa essência. Mas nada me preparou para o que viria a viver. Tive de penar para conseguir chegar a Santiago, e de nada me valeu a experiência de anos anteriores. Pela primeira vez tive imensas bolhas logo desde o primeiro dia, pela primeira vez tive de aprender a rebentá-las e tratá-las. Pela primeira vez tive dores nos joelhos e tornozelos, ao ponto de ficarem inchados, ao ponto de ter de usar várias ligaduras. Pela primeira vez acordava todas as manhãs sem saber se conseguiria andar. Pela primeira vez tive vontade de me sentar à beira da estrada e desistir. Senti e vivi sensações que nunca tinha experiênciado, incluíndo fisicamente e isso fez-me ver a realidade, a minha realidade, num outro prisma, embora tenha ficado com a sensação de que deixei escapar muitas lições importantes, talvez por não estar suficientemente receptiva. E sinais. Sinais que me recordavam a família, a casa e o que tinha deixado para trás, as pessoas importantes da minha vida, e as que serão sempre inesquecíveis. Tive ajuda de onde não esperei, ouvi palavras certeiras que me fizeram pensar, questionar, sorrir, amar. Ouvi músicas religiosas que me fizeram chorar apesar de não ser católica, adormeci a ver o nascer do sol, sonhei acordada, cantei à chuva, falei sozinha, conheci pessoas que me marcaram.


Fechei mais um ciclo. E fiz o caminho, o meu caminho. O verdadeiro caminho.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Avestruzes, Andorinhas e galinhas de sofá...

E ontem foi dia de mais uma tortura futebolística. Assistir a jogos do Sporting é o mesmo que ver uma avestruz a correr num campo minado. Chegou a ser vergonhoso ver os jogadores a correr de um lado para o outro, errarem passes fáceis e depois há coisas que não se percebem: O Djaló parecia ele próprio a Floribella, a correr feito borboleta pelo campo, a tropeçar na bola, etc. O Postiga deve ter acordado na altura e ter-se questionado de onde estava, porque estava e quando percebeu lá deve ter achado que era uma massada ter de andar a correr atrás da bola. O Liedson, coitado, parecia uma pulga entalado entre os gigantones Holandeses e o Miguel Veloso já tinha o cabelo mais arranjado (que foi o que lhe valeu). Estava a ver o jogo muito mal parado, mas quem é sportinguista já está habituado a sofrer e a perder jogos aparentemente fáceis.
E depois existe o Rui Patrício, que pode ser muito bom moço, mas na minha opinião de aspirante a treinadora de sofá, é um péssimo guarda-redes e nunca cheguei a perceber que estava ele a fazer no Sporting. Até a Zara faz melhores defesas (incluindo voos no ar) que ele, e é apenas uma gatinha...
E já nos tempos de descontos, enquanto acabava de comer o gelado já semi-derretido e pensava que a prestação do Sporting nas competições europeias deste ano tinha terminado, lá vejo o Rui Patrício subir até à grande área. E digo alto e em bom som, com ar arrogante e de entendida na matéria:"olha olha, mas que raio vai esta andorinha fazer lá para a frente?!" Pois, mas afinal a *andorinha* foi marcar um golo e ditar a passagem do Sporting à fase seguinte.
E ainda tive de ouvir com sorrisinhos irónicos "olha, parece que a *andorinha* marcou..."
Como se costuma dizer "enfiei a bolinha no saco" e acabei o gelado.
Pimbas, para não me armar em esperta! Estava a pedi-las!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Hora da novela mexicana

"O telemóvel tocou. Recebeu uma mensagem de uma pessoa muito especial. Dizia simplesmente: amo-te.
Ela sorriu embora esperasse mais. Esperava sempre mais porque para ela o amor era um conto de fadas, sempre intenso e fulgoroso, como no primeiro dia. Não conseguia projectar outra forma de se relacionar. Viver é amar e amar é um sentimento forte, um sopro de alma.
Pouso o telemóvel e aspirou mais um gole de refrigerante pela palhinha de riscas vermelhas.
A sensação de sentir a outra pessoa em cada partícula do seu ser fazia-a suspirar por mais.
Olhava para um casal que se encontrava na esplanada à sua frente. Trocavam carícias por entre palavras susurradas e sorridos de quem se encontra apaixonado. Pensou que queria viver algo assim, abraçar outra pessoa e ser abraçada, com esta simplicidade. Apenas um abraço ou um beijo trocados em qualquer esplanada ao pôr do sol. Era uma lamechice, bem sabia, mas gostava de projectar as coisas nestes moldes, com todo este romantismo piegas típico de uma novela, o que era estranho porque cresceu a ver filmes de terror. Não deixava de ser irónico. Talvez fosse uma conjugação astral, pensou, enquanto observava as bolhas de refrigerante rebentarem nas pedras de gelo.
Toda a vida tinha aspirado um grande amor, dos que completam a alma e onde a ausência do outro é notada em cada sopro de ar.
Imaginava-se a viver um romance assim, com flores e prendas embrulhadas em doses de carinho, com poemas românticos escritos à mão. Mas a vida fazia questão de demonstrar que principes e princesas apenas existiam no imaginário das crianças. Mesmo assim ela preferia acreditar. Sabia que essa fé podia ser tomada como ingenuidade mas não se importava. Se não tivermos fé o que nos resta? Como podemos prosseguir?